domingo, 28 de agosto de 2011

A ludicidade de nossa mátria



          Exaltada seja a Língua portuguesa, que de tão vulgar e vil, em sua origem, se tornou tão bela e viva. Contemplada seja a Língua de um povo, que o identifica e o caracteriza, permitinduo ser lúdico, abrangindo o sentido de cultura. Sem prescrição, nem preconceito. Plurificando o meio social, o qual ela constituí, deixando as distinções criadas pelo sistema econômico lucrativo, isto é, o capitalismo de lado. E o "nós" se torna "nóis". E o errado se torna certo. E porque não? Ou, para que deixar morrer algo que nos faz evoluir? Ao invés disso, fazer do pó de nossas origens transparecer vida.
          A escola é um local de aprendizagem, que nos prepara para o mundo e para a vida. Ou, pelo menos, deveria. Lá aprendemos o que é a Língua. Através da escola, entende-se que a Língua desenvolve nossa comunicação, que ,e continuidade, evoluí nossa criatividade, seja através de um dialogo ou de um texto. Partindo disso, vê-se o quanto a Língua se "reinventa" a todo o momento.
         Recentemente o Mec distribuiu livros em escolas de todo o país, da autora Heloísa Ramos, intitulados como livros "Por uma vida melhor". Eles foram criticados negativamente pela mídia, por apresentarem trechos da chamada variante linguística. Expor algo "familiar" para a explicação do desconhecido, utilizando de uma semelhança entre ambos, é um método inteligente e "inovador". Talves, essa tenha sido a intenção da autora. Em contrapartida, ela pode, também, não ter pensado nisso.O que torna o livro apto ou não, como didático, é o contexto. De qualquer modo, o nome que tem Heloísa Ramos, e a importância que tem o Mec são, no mínimo, dignos de dúvida.
          É natural a repercussão que o livro  trouxe.Por seu valor e importância. Mas o desenvolvimento do intelecto e da cultura aplica-se pela Língua, pois sem ela não haveria o livro. O que demonstra, de maneira clara, que a língua está vinculada a construção da sociedade, meio pelo qual sobrevivemos. Estamos aptos a nos comunicar, para construir  de forma concreta e real o que define sociedade. O convívio com harmonia foi um acordo criado pela maioria popular, que está subentendido por cada indivíduo, através dos conceitos que são passados e repassados por meio da Língua. Porque senão seria o caos.
          É incontestável a importância da Língua na construção humana, seja ela qual for. O porco do filosofo algumas vezes contrapõe o anjo montado nele, originando daí, as prescrições e os preconceitos. Entretanto,  na maioria das vezes, o anjo é que se destaca, e é a partir dessa evidência que se constrói a Língua de um povo. A Língua de uma nação. Que forma nosso caráter e nossa personalidade, mas principalmente lapida nossa cultura, que se torna verdadeiramente o legado de nosso país.